sexta-feira, 15 de março de 2013

Romantismo

Romantismo   
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José de Alencar : um dos principais escritores do Romantismo no Brasil
 
Introdução

O romantismo é todo um período cultural, artístico e literário que se inicia na Europa no final do século XVIII, espalhando-se pelo mundo até o final do século XIX.
O berço do romantismo pode ser considerado três países: Itália, Alemanha e Inglaterra. Porém, na França, o romantismo ganha força como em nenhum outro país e, através dos artistas franceses, os ideais românticos espalham-se pela Europa e pela América.
As características principais deste período são : valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. Este período foi fortemente influenciado pelos ideais do iluminismo e pela liberdade conquistada na Revolução Francesa.

Artes Plásticas

Nas artes plásticas, o romantismo deixou importantes marcas. Artistas como o espanhol Francisco Goya e o francês Eugène Delacroix são os maiores representantes da pintura desta fase. Estes artistas representavam a natureza, os problemas sociais e urbanos, valorizavam as emoções e os sentimentos em suas obras de arte. Na Alemanha, podemos destacar as obras místicas de Caspar David Friedrich, enquanto na Inglaterra John Constable traçava obras com forte crítica à urbanização e aos problemas gerados pela Revolução Industrial.

Literatura
 
Foi através da poesia lírica que o romantismo ganhou formato na literatura dos séculos XVIII e XIX. Os poetas românticos usavam e abusavam das metáforas, palavras estrangeiras, frases diretas e comparações. Os principais temas abordados eram : amores platônicos, acontecimentos históricos nacionais, a morte e seus mistérios. As principais obras românticas são: Cantos e Inocência do poeta inglês William Blake, Os Sofrimentos do Jovem Werther e Fausto do alemão Goethe, Baladas Líricas do inglês William Wordsworth e diversas poesias de Lord Byron. Na França, destaca-se Os Miseráveis de Victor Hugo e Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas.

Música
 
Na música ocorre a valorização da liberdade de expressão, das emoções e a utilização de todos os recursos da orquestra. Os assuntos de cunho popular, folclórico e nacionalista ganham importância nas músicas.
Podemos destacar como músicos deste período: Ludwig van Beethoven (suas últimas obras são consideradas românticas), Franz Schubert, Carl Maria von Weber, Felix Mendelssohn, Frédéric Chopin, Robert Schumann, Hector Berlioz, Franz Liszt e Richard Wagner.
Teatro
Na dramaturgia o romantismo se manifesta valorizando a religiosidade, o individualismo, o cotidiano, a subjetividade e a obra de William Shakespeare. Os dois dramaturgos mais conhecidos desta época foram Goethe e Friedrich von Schiller. Victor Hugo também merece destaque, pois levou várias inovações ao teatro. Em Portugal, podemos destacar o teatro de Almeida Garrett.

O ROMANTISMO NO BRASIL
 
Em nossa terra, inicia-se em 1836 com a publicação, na França, da Nictheroy - Revista Brasiliense, por Gonçalves de Magalhães. Neste período, nosso país ainda vivia sob a euforia da Independência do Brasil. Os artistas brasileiros buscaram sua fonte de inspiração na natureza e nas questões sociais e políticas do pais. As obras brasileiras valorizavam o amor sofrido, a religiosidade cristã, a importância de nossa natureza, a formação histórica do nosso pais e o cotidiano popular.

Artes Plásticas
 
As obras dos pintores brasileiros buscavam valorizar o nacionalismo, retratando fatos históricos importantes. Desta forma, os artistas contribuíam para a formação de uma identidade nacional. As obras principais deste período são : A Batalha do Avaí de Pedro Américo e A Batalha de Guararapes de Victor Meirelles. 

Literatura romântica brasileira
 
No ano de 1836 é publicado no Brasil Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães. Esse é considerado o ponto de largada deste período na literatura de nosso país. Essa fase literária foi composta de três gerações:
1ª Geração  - conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito os temas nacionais, fatos históricos e a vida do índio, que era apresentado como " bom selvagem" e, portanto, o símbolo cultural do Brasil. Destaca-se nesta fase os seguintes escritores : Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre e Teixeira e Souza.
2ª Geração - conhecida como Mal do século, Byroniana ou fase ultra-romântica. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Muitos escritores deste período morreram ainda jovens. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase : Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
3ª Geração - conhecida como geração condoreira, poesia social ou hugoana. textos marcados por crítica social. Castro Alves, o maior representante desta fase, criticou de forma direta a escravidão no poema Navio Negreiro.

Música Romântica no Brasil
 
A emoção, o amor e a liberdade de viver são os valores retratados nas músicas desta fase. O nacionalismo, nosso folclore e assuntos populares servem de inspiração para os músicos. O Guarani de Carlos Gomes é a obra musical de maior importância desta época.

Teatro
 
Assim como na música e na literatura os temas do cotidiano, o individualismo, o nacionalismo e a religiosidade também aparecem na dramaturgia brasileira desta época. Em 1838, é encenada a primeira tragédia de Gonçalves de Magalhães: Antônio José, ou o Poeta e a Inquisição. Também podemos destacar a peça O Noviço de Martins Pena.

sexta-feira, 8 de março de 2013

As aventuras de Pi


As aventuras de Pi

Deus existe? Como posso provar, racionalmente, a existência de Deus? A busca por respostas a estas perguntas gerou intensos debates filosóficos. Vários teólogos cristãos dedicaram-se a buscar provas racionais da existência de Deus sem precisar apelar à fé. O fruto deste esforço é visto em algumas teses, como a dos argumentos cosmológico, ontológico ou o teleológico (representado hoje pela Teoria do Design Inteligente).
Contudo, quem já tentou dialogar com um ateu consistente sabe como é frustrante usar estes argumentos.  Não é que eles sejam ruins, eu, particularmente, considero-os válidos. Mas, para a alma racionalista, sempre haverá uma explicação que exclua Deus do Universo. Por outro lado, a alma crédula enxergará Deus em tudo o que vê.
É o que mostra o filme "As Aventuras de Pi". Desde a infância, Pi Pattel acredita em todo tipo de Deus. Lê revistas em quadrinhos com as histórias dos deuses hindus. Entra em uma igreja católica e encanta-se com as histórias sobre Jesus e não entende como Ele pode sofrer a condenação eterna no lugar de homens pecadores. Passa por uma mesquita e deslumbra-se com o ritual das orações islâmicas. Ingenuamente, Pi acredita em tudo e tenta viver de acordo com todas as religiões que conhece.
Enquanto isso, seu pai, Santosh Pattel, é um homem que acredita apenas na razão. Decepcionado com a religião hindu, Pattel conclui que a grandeza do Ocidente repousa na razão e na ciência. Empreendedor e bem-sucedido, Santosh tenta destruir a ingenuidade de Pi, mostrando-lhe como a natureza funciona e os animais podem ser cruéis. Inicialmente Santosh consegue adormecer a fé em Pi, mas deixa no filho um vazio que não é preenchido pelo racionalismo.
Até que um desastre muda tudo. Quando Pi deixa a Índia para morar no Canadá, ele perde toda a família em um naufrágio. Sozinho, ele ainda precisa dividir seu bote salva-vidas com animais, sendo que um deles é um tigre. E é aí que Pi e os espectadores do filme podem descobrir um outro caminho que mostra a existência de Deus.
Sem fé, é impossível reconhecer a Deus
E o primeiro passo é exatamente o da fé. Se o ateu e o agnóstico só terão fé depois de terem argumentos racionais, então Deus jamais se revelará a eles. Como diz o versículo que abre este texto, Deus não se agrada da falta de fé. Quem quiser se aproximar d'Ele não pode ter dúvidas de que Ele existe.
Quando há fé, porém, a mão de Deus é enxergada nos piores momentos. Enquanto vê o navio cargueiro que levava a sua família afundar no Oceano Pacífico, Pi busca forças na esperança de vê-los novamente e confessa esta crença em meio ao desastre. Nas horas de grande dificuldade ou quando bênçãos inesperadas surgem, Pi sempre ora e mostra gratidão. Quando Santosh mostrou a Pi a crueldade da vida pela primeira vez, a fé do jovem indiano vacilou. Mas quando Pi conheceu a crueldade do mundo em toda a sua intensidade...vendo uma tempestade levar sua família, tendo que lutar com um tigre por comida, guardando ansiosamente gotas de água da chuva e até tendo que mudar seus hábitos alimentares...ele recuperou, com uma intensidade ainda maior, a sua fé de que Deus (ou deuses) existem.
Para Pi, é impossível entender a sua história sem enxergar pequenos milagres que o mantiveram vivo. Mas os ateus são como os japoneses no final do filme. Deus e seus milagres são a fantasia de um jovem, o delírio de um náufrago. Quando os religiosos contam sobre como Deus os ajudou a enfrentar a morte ou a doença, o ateu se surpreende em ver como os homens encontram força em uma mentira.
Diz o insensato no seu coração: Não há Deus. Corrompem-se e praticam abominação, já não há quem faça o bem. (Salmo 14:1)
Há um propósito por trás de todas as coisas
Mas a fé de Pi é maior do que simplesmente acreditar que Deus existe. Ele crê em algo maior: que há um propósito divino em tudo o que acontece, mesmo nas piores peças que a vida nos prega.
Acreditar nisso traz paz em meio à angústia. Impressiona-me ver como o jovem Pi não explode em um acesso de raiva ou de desespero ao longo do filme. Não sei você, mas eu explodo com muito menos. Um pneu furado, uma batida de carro, uma conta que não foi paga e pronto...pode ser o suficiente para que eu passe o resto do dia deprimido, perguntando ao Senhor o que fiz para Ele me tratar assim e fique mal-humorado, tendo que me controlar para não descontar em outros a minha frustração.
Não é que Pi seja um "super-homem". Ele tem altos e baixos. Mas, mesmo lá, ele não se esquece que tudo tem uma razão de ser. Quando ele não entende nada e se frustra, ele ora e se rende diante de Deus. Confessa a sua ignorância sobre a razão de seu desastre e se entrega nas mãos de um Deus que ele não sabe quem é. 
E essa perseverança é recompensada no final, quando Pi mostra a gratidão mais inusitada de todas. Ele agradece a Deus por ter mantido um tigre com ele em todo o naufrágio! Reconhece que, sem aquele animal, ele não sobreviveria!
E é aqui que o hindu é mais cristão e reformado do que muitos cristãos reformados. Se, verdadeiramente, aplicássemos a Bíblia ao nosso dia-a-dia, seríamos gratos a Deus em todas as situações. Nos momentos de tribulação e nas perdas, quando Deus nos diz não, entenderíamos que o Senhor quer nos ensinar algo. Viveríamos com a esperança de que o mal de hoje pode ser o bem de amanhã. O desespero jamais nos dominaria, porque Deus está no controle de tudo. 
Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. (Eclesiastes 11:4)
O que Pi não ensina
São belas lições de uma história muito bonita. Entretanto, "As Aventuras de Pi" não é perfeito. Piscine Pattel sabe que Deus existe e que seus infortúnios são uma prova disso. Mas ele não sabe quem é o verdadeiro Deus.
Na verdade, Pi não é um homem de várias religiões, como o filme tenta mostrar. Ele é e sempre foi um hindu. Quem acredita em 33 milhões de deuses, pode acreditar em 33 milhões e dois. Quem se vê culpado em várias religiões, pode acomodar mais uma ou duas em sua cosmovisão. Pode definir-se como um hindu católico. A miscigenação de fés não é algo estranho para um politeísmo tão profuso como o indiano.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Ginástica Laboral


Ginástica laboral

Impossível falar em saúde no ambiente de trabalho sem mencionar a Ginástica Laboral.
Embora as primeiras manifestações de atividades físicas em empresas datem de mais de 100 anos, a Ginástica Laboral é um ramo relativamente novo para a maioria das empresas.
O que é?

A Ginástica Laboral analisa a importância da reeducação postural, alívio do estresse e método de Ginástica laboral no local de trabalho com finalidade de valorizar a prática das atividades física como instrumento de promoção de saúde e prevenção de lesões como LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

Trata-se de um conjunto de práticas elaboradas a partir da atividade profissional exercida. A técnica procura compensar as estruturas do corpo mais utilizadas durante o trabalho e ativar as que não são requeridas, relaxando e as tonificando.
O programa de ginástica laboral consiste em práticas diárias elaboradas a partir da atividade profissional exercida.
A ginástica laboral é programada para ser realizada no próprio posto de trabalho, sem com que haja a locomoção dos colaboradores para um outro espaço físico e interferência na produção. Hoje em dia a ginástica laboral também vem sendo aplicada como inserção educativa em palestras e eventos para que o participante se sinta preparado para receber e absorver informações que lhes são transmitidas.
Em empresas nos mais diversos portes e ramos de atividade, a ginástica laboral é realizada em setores administrativos e linha de produção com a própria roupa ou uniforme de trabalho, já que não provoca sudorese e cansaço físico excessivo, por ser de baixa intensidade.
São sessões de exercícios físicos educativos de alongamento, respiração, reeducação postural, controle corporal, percepção corporal, fortalecimento das estruturas não trabalhadas e compensação dos grupos musculares envolvidos nas tarefas operacionais, respeitando o limite fisiológico e vestimenta de cada colaborador.
A duração ideal das sessões variam de 10 a 15 minutos diários para se ter um resultado significante na musculatura ( flexibilidade e força ).



Histórico

Sobre a Ginástica Laboral a primeira notícia que se encontra é uma pequena brochura editada na POLÔNIA em 1925, onde foi chamada também de Ginástica de Pausa, era destinada a operários e alguns anos depois surgiu na Holanda e Rússia.
No início dos anos 60 surgiu também na Bulgária, Alemanha, Suécia e Bélgica. No Japão na década de 60 ocorreu a consolidação e a obrigatoriedade da G.L.C. - Ginástica Laboral Compensatória.
No Brasil o esforço pioneiro residiu numa proposta de exercícios baseados em análises biomecânicas.
Esta proposta foi estabelecida pela Escola de Educação de FEEVALE no ano de 1973, quando se elaborou o projeto de educação física compensatõria e recreação.

O objetivo da Ginástica Laboral é promover adaptações fisiológicas, físicas e psíquicas, por meio de exercícios dirigidos que:



Trabalham a reeducação postural,
Aliviam o estresse,
Diminuam o sedentarismo;
Aumentam o ânimo para o trabalho;
Promovam a saúde e uma maior consciência corporal;
Aumentam a integração social;
Melhoram o desempenho profissional;
Diminuam as tensões acumuladas no trabalho;
Previnam lesões e doenças por traumas cumulativos, como as LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e os DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
Diminuam a fadiga visual, corporal e mental por meio das pausas para os exercícios.
Dentre as lesões mais freqüentes podemos citar:


Na coluna cervical: síndrome da tensão cervical e síndrome do desfiladeiro torácico;

No ombro: tenossinovite do bíceps e tendinite do músculo supra-espinhoso;
No cúbito (cotovelo): epicondilites;
No punho: tenossinovite dos flexores do punho e dedos, tenossinovite dos extensores do carpo e dedos, tendinite de Dequervain e síndrome do túnel do carpo;
Na mão: fascite palmar e miosite dos lumbricais.
Outros problemas na coluna como: hipercifose torácica, hiperlordose, escoliose, entre outros.
Encurtamentos musculares.

Para as empresas, a incorporação da Ginástica Laboral pode trazer muitos benefícios como:


Redução de faltas dos funcionários;
Aumento da produtividade;
Redução de quedas
Maior integração da equipe etc.

O objetivo da Ginástica Laboral é realizar exercícios que: 

- Trabalhem a reeducação postural,
- Aliviem o estresse,
- Diminuam o sedentarismo;
- Aumentem o ânimo para o trabalho;
- Promovam a saúde e uma maior consciência corporal;
- Aumentem a integração social;
- Melhoram o desempenho profissional;
- Diminuam as tensões acumuladas no trabalho;
- Previnam lesões e doenças por traumas cumulativos, como as LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e os DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
- Diminuam a fadiga visual, corporal e mental por meio das pausas para os exercícios.

Dentre as lesões mais freqüentes podemos citar:

- Na coluna cervical: síndrome da tensão cervical e síndrome do desfiladeiro torácico;
- No ombro: tenossinovite do bíceps e tendinite do músculo supra-espinhoso;
- No cúbito (cotovelo): epicondilites;
- No punho: tenossinovite dos flexores do punho e dedos, tenossinovite dos extensores do carpo e dedos, tendinite de Dequervain e síndrome do túnel do carpo;
- Na mão: fascite palmar e miosite dos lumbricais.
- Outros problemas na coluna como: hipercifose torácica, hiperlordose, escoliose, entre outros.
- Encurtamentos musculares.

Para as empresas, a incorporação da Ginástica Laboral pode trazer muitos benefícios como:

- Redução de faltas dos funcionários;
- Aumento da produtividade;
- Redução de quedas;
- Maior integração da equipe etc.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

História da dança


História da Dança

Não temos, hoje, clareza nem de quando e nem de que por que razões o homem dançou pela primeira vez, no entanto na medida em a arqueologia consegue traduzir as inscrições dos “povos pré-históricos”, ela nos indica a existência da dança como parte integrante de cerimônias religiosas, nos permitindo considerar a possibilidade de que a dança tenha nascido a partir ou de forma concomitante ao nascimento da religião. Foram encontradas gravuras de figuras dançando nas cavernas de Lascaux, na medida em que estes homens usavam estas inscrições para retratar aspectos importantes de seu dia-a-dia e de sua cultura, como os relacionados a caça, a morte e a rituais religiosos, podemos inferir que essas figuras dançantes fizessem parte destes rituais de cunho religioso, básicos para a sociedade de então.
A dança, tal como todas as manifestações artísticas, é fruto da necessidade de expressão do homem, de maneira que seu aparecimento se liga tanto às necessidades mais concretas dos homens quanto àquelas mais subjetivas. Assim, se a arquitetura nasce da necessidade da construção de moradias adequadas e seguras, a dança, provavelmente, veio da necessidade de exprimir a alegria ou de aplacar fúrias dos deuses.
Atualmente, podemos  classificar a dança em três formas distintas: a étnica, a folclórica e a teatral. Acredita-se que as danças folclóricas são fruto da migração das danças religiosas de dentro dos templos para as praças públicas. Com esta migração estes ritos que antes eram permitidos só aos iniciados passaram a fazer parte do universo simbólico de uma população cada vez maior, desta maneira estas manifestações religiosas passaram a tomar um caráter de manifestações populares criando, então, um importante progresso na história da dança. Com esta mudança de caráter e com o passar do tempo, a ligação entre estas manifestações e os deuses foi se diluindo, e as danças, primeiramente religiosas hoje aparecem como folclóricas.
Estas danças ao longo do tempo passaram a adquirir “coreografias próprias” de maneira que possuem passos e gestos peculiares a cada uma, com significado próprio e que devem ser respeitados no contexto de cada cerimônia específica.
Devemos lembrar que durante vários séculos grande parte das manifestações de dança era privilégio do sexo masculino, de maneira que com só com o passar dos anos as mulheres passaram a participar ativamente das danças folclóricas. Ainda hoje, em certas regiões da União Soviética, como o Cáucaso, a Ucrânia e as Repúblicas Orientais, existem danças matrimoniais em que as mulheres só tomam parte passivamente: os homens dançam em torno delas, principalmente da noiva, sem que elas esbocem qualquer gesto. Este tipo de dança são claro exemplo do caminho das danças de cunho religioso que com o passar dos anos tomaram um caráter de danças folclóricas.
Também não podemos precisar claramente a origem da dança teatral. Sabemos que no Império Romano ocorriam espetáculos variados em que se apresentavam dançarinos, mas as indicações que temos nos levam a acreditar que suas apresentações se davam em tal formato que hoje as consideraríamos como apresentações circenses com acrobatas e saltimbancos.
Enquanto no Império Romano estas apresentações tinham um caráter circense, na Índia e na China as cortes contavam com os serviços de “escravos-bailarinos” que dançavam com o intuito de distrair os soberanos e da nobreza.
Durante vários séculos, essas manifestações de dança artística, se eram apresentadas apenas para as nobrezas de cada sociedade, apenas com o passar dos anos o povo foi tendo acesso às exibições, transformando-se assim em teatro popular aquilo que até então era privilégio de uma pequena minoria.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Civilizações


Civilização Maia 
O povo maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Guatemala, Honduras e Península de Yucatán (região sul do atual México). Viveram nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.
Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos. As cidades formavam o núcleo político e religioso da civilização e eram governadas por um estado teocrático.O império maia era considerado um representante dos deuses na Terra. 
A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos. 

A base da economia maia era a agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação eram muito avançadas. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.
Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço na arquitetura. O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas.
A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo  calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.
Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.
Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.
 
Civilização Asteca 
Povo guerreiro, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI. Fundaram no século XIV a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa região de pântanos, próxima do lago Texcoco. 
A sociedade era hierarquizada e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). 
Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região. 
Arte asteca e arquitetura: pirâmide da civilização asteca
Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.
O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas. 
A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada. A escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.
Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes, eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam, que com os sacrifícios, poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.
 
Civilização Inca
Os incas viveram na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram dominados pelos espanhóis em 1532.
O imperador, conhecido por Sapa Inca era considerado um deus na Terra. A sociedade era hierarquizada e formada por: nobres (governantes, chefes militares, juízes e sacerdotes), camada média ( funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.
Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade. A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias. A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. 
Domesticaram a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã , carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.
A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).